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segunda-feira, 14 de julho de 2014

Drivin' UK: Carteira de motorista - Parte I

Bueno, para aqueles que pretendem ficar no UK por um período maior do que 1 ano, é preciso fazer a carteira de motorista por essas bandas. Estou no processo, e acabei de passar no teste teórico.

[UPDATE] Overview do processo
Vamos começar do começo!

As etapas para tirar a carteira de motorista no UK:

  1. Requerer a carteira provisória
  2. Passar no teste teórico
  3. Passar no teste prático

Requisitando a carteira provisória:

Ao contrário do Brasil, aqui no UK o primeiro passo é obter a carteira provisória. Ela não é como a Brasileira, que obtemos após passar todos os exames - ela possui várias limitações, e serve para que tu possas fazer aulas de direção.

Para requerer a carteira provisória:


  1. Acesse https://www.gov.uk/apply-first-provisional-driving-licence
  2. Após completar todos os formulário e pagar £50, tu recebes em casa um envelope, no qual tu vais enviar o teu passaporte para o Driver and Vehicle Licensing Agency.
    • Não priemos cânico! Ele volta.
  3. Tu recebes a provisória em casa - parecida com a figurinha aí de baixo...









Depois de receber a provisória, vem o teste teórico.

O que segue abaixo é sobre o teste teórico!

Deixo umas informações gerais e algumas dicas sobre essa etapa:

Informações gerais

- O teste teórico custa £31;
- Programe-se com, no mínimo, 2 semanas para a data do teste - pode ser difícil achar datas. No meu caso, a cidade onde moro não possui centro de teste, e tive que ir em uma cidade relativamente longe, pois as outras não tinham datas disponíveis;
- Leve a sua carteira de motorista provisória E o Counterpart Driver License (que você recebe junto com a provisória).

Dicas

O teste é um pouco mais difícil do que o do Brasil, mas nada do outro mundo.
São duas partes:

- Questions: parecido com o teórico do Brasil. Precisa-se acertar 43 de 50 questões.

- Hazard perception: um teste para verificar a sua percepção de riscos no trânsito. Esse eu diria que é um pouco mais cretino, mas nada terrível.

- Tempo de estudo: se tu estudares entre umas 5 a 10 horas (2 dias, 5 horas cada), certamente passará.

Materiais de estudo

Sem mistério:

- Livro 'The official DSA theory test for car drivers'
Conteúdo e muitas (centenas) de questões iguais ou muito semelhantes ao teste - acha-se por £ 8 - 10.












- http://www.gov.uk/highway-code
O código de transito do UK. Quando estiveres fazendo questões e errar, lá encontra as respostas.

- http://theory.1driver.co.uk/
Site com zilhões de questões, testes simulados tanto de questões como Hazard test.
Tens um dia free para experimentar se compartilhas no Facebook - ideal para o último dia antes da prova, para treinar. Conteúdo muito parecido com o do teste real.

- http://www.theorytestadvice.co.uk/hazard-perception-test/about-the-hazard-perception-test.php
Boa explicação sobre o Hazard test.

Good luck!

quarta-feira, 21 de maio de 2014

PhD gone wrong II: Apos a tempestade, vem a calmaria?

1) desculpem a falta de acentos - postagem via celular :)

2) desculpem a falta de resposta aos comentarios - Vida corrida :) quam sabe a resposta de alguma pergunta/comentario, nao se acanhe em responder!

Looooong time no see, guys, yo lo se.

Calmaria eh a situacao atual. Apos sair do PhD, a vida segue! Nao morri, nao riem de mim na rua, nada. No Geni syndrome.

O que mais? No sistema Carlos Chagas nao consto como bolsista. Do CNPq, nao tive nenhuma comunicacao.

O que acontece agora? Nao sei. Francamente, estou concentrado em outras coisas, nao penso muito nisso agora.

Mas manterei voces atualizado do que for acontecendo. E ajudando no que der!

Ouvi falar de Ciencias sem Fronteira 2.0 - o programa original acaba ano que vem. Confere a informacao?

Abraço!

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

PhD gone wrong: e agora?

Nos últimos meses, estive ausente do blog, vários comentários e e-mails não respondidos. Peço desculpas, mas as coisas foram complicadas, e explico aqui o que ocorreu.

Em uma sentença? Não estou fazendo mais doutorado.

"Como assim?" Sim, bem assim. Logo eu, que aqui estive a dar dicas, sugestões e tentar ajudar o pessoal a ganhar sua bolsa de doc. A história é comprida, mas tentarei aqui descrever o que aconteceu, na esperança de continuar a ajudar o pessoal a ter sucesso na aventura.

Como sabem, iniciei meu doutorado no UK por volta de novembro de 2012. Os posts anteriores relatam os passos até chegar a bolsa, conversas com orientador, etc.

Entre novembro de 2012 e maio de 2013, tudo andava bem, já tinha submetido um resumo para uma conferência nos EUA, o andar da carruagem era suave.

Um bela sexta-feira, 16 de Maio de 2013 (dia que demorarei a esquecer), ao acordar e abrir meus e-mails, vejo um e-mail do meu orientador com o título "Your project". Alguns trechos abaixo (detalhes cortados por mim em itálico):
"I have been thinking about your project and how can we do something new and make it a good PhD project. Only doing X Y Z will have too much repetition of my previous students work from Fulano, Beltrano and Zezinho. It will be difficult during your viva defence to make another PhD work. We have a new project starting with Prof Blahblah. This will focus on algo relacionado com seu primeiro projeto, mas diferente."

Aí entra meu primeiro erro: fui na onda do orientador.

Ao iniciar o doutorado, troquei de área e possuía pouca experiência/conehcimento na nova área. As ferramentas que iria utilizar para o doutorado eram, no entanto, as mesmas que trabalhei no mestrado e durante alguns anos e, portanto, senti-me capacitado para tal. Pelo menos para o projeto original.

Quando ele me pediu para trocar, minha resposta foi: "Ok, vamos tentar." Sentiu o cheiro de coisa podre? Acabei aceitando porque meu ex-orientador tem a reputação de especialista na área. Ou seja, acreditei que ele sabia o que estava fazendo ao me realocar.

O novo projeto acabou mostrando-se completamente diferente do que eu esperava, requerendo habilidades que eu não possuo e fora dos meus interesses profissionais.

Trabalhei no projeto durante um mês e meio (ele me pediu para escrever um Review Paper - logo eu, que não tinha ideia do que estava acontecendo) e reclamei para ele. Resposta?
"PhD is not an easy task and requires lots of efforts and commitment. You need to learn many new stuff."
Segundo erro: Não buscar ajuda quando o orientador não está ajudando.

Nesse momento, minha reação foi trabalhar mais arduamente, para tentar conseguir resultados. Existe um mito do "herói solitário". Aquele cara que, sem ajuda dos outros, consegue contornar situações complicadas, se recuperar e sair na vantagem. Tipo o Rambo. Bullshit.

Quando as coisas não vão bem com o orientador, ao invés de se fechar na caverna, é interessante olhar para os lados. As universidades (boa parte delas) possui setores específicos para lidar com esses problemas.

Depois disso, as coisas foram piorando: mais um mês (já estamos em Agosto 2013), pedi para trocar de projeto e, depois de certa discussão via e-mail, meu ex-orientador aceitou o novo projeto, proposto por mim e que tinha mais a ver com o que realmente quero - não retornei para o primeiro projeto, pois ele já o tinha descartado.

Aí, veio o Review em Outubro (a cada 9 meses, um tipo de Qualify), com a banca composta pelo meu ex-orientador e mais dois professores.

Ao apresentar o que tinha feito até então - que se resumia ao plano do projeto - fui criticado duramente pelo meu orientador. Ao justificar que o que apresentei foi produto de menos de 2 meses, ouvi as seguintes palavras:
"It doesn't matter."
Um novo Review ficara marcado para Dezembro.

Três dias depois desse primeiro review, tive uma reunião com ele. Tinha engolido meu orgulho e amor-próprio, decidido a fazer qualquer coisa para salvar o doutorado. Iria voltar para o segundo projeto. Ele me disse que continuasse com o terceiro projeto, mas mostrasse empenho. Pensei "há esperança!".

Três semanas depois, mandei um mail com algumas coisas que escrevi, e alguns resultados parciais. Nada emocionante, mas já apontavam o caminho. A resposta:
"At least we have something to discuss for the review."
Mais três dias se passaram e recebo o seguinte e-mail do meu orientador (alterações minhas em itálico):
"I am thinking about how you can get sufficient results for your PhD. Your current ... work will not be challenging enough. We have an Indian partner who is developing something freaking different of what you are doing. ... It will be good for you to go there to learn this technique. They also have good experimental facilities for gasification etc. We can cover the costs of this visit for 12 months..."
Uma terceira troca de projeto, e ficar na Índia por 12 meses?

Aí, amigos, puxei a cordinha e pedi pra sair.

E agora, Batman?
Há vida depois de dar um FAIL no doutorado?

Em breve.

Meanwhile...
http://www.phdcomics.com/comics/archive.php?comicid=360

sábado, 21 de setembro de 2013

The good life @ UK - dicas - Parte I

Pros que estão chegando e os já chegados, algumas dicas para facilitar a vida e economizar umas libras:

1.       Town Council Taxes:

O Town Council Tax é um imposto que incide sobre os aluguéis em todo o Reino Unido. Estudantes Full-Time possuem isenção/desconto.

Ter ou não ter?
Como estudante Full-Time, seu aluguel pode diminuir, pois seu landlord não precisará pagar a taxa. É uma economia mensal, fácil de obter. O desconto varia, pois as taxas são diferentes de lugar para lugar, mas pode chegar a umas 30 libras por mês.

Quem pode ter?
Estudantes full-time.

Como fazer?
- Quando for alugar um quarto/flat/casa, ANTES DE ASSINAR O CONTRATO avise o landlord que você é um estudante full-time e pergunte qual o valor do aluguel sem o council tax.
- Na secretaria da sua universidade (provavelmente no Admissions Office), peça uma carta atestando que você está matriculado como estudante full-time.
- Mande a carta para o landlord e peça para ele que providencie o desconto.

Outras dicas:
  • Mesmo se so houver você estudando full-time na sua casa, você é elegível a descontos no Town Council Tax.

Mais info:


2.       Railcard:

O Railcard é um cartão que dá descontos de até 33% em tickets de trem entre cidades no Reino Unido.

Ter ou não ter?
Para mim, que já viajei bastante de trem no UK, uma das formas mais fáceis de economizar. Para quem não fica tanto tempo no UK (graduação ou doc sanduíche), talvez não valha tanto, mas com uma ou duas viagens de longa distância, ou mesmo entre cidades próximas, o negócio se paga.

Quem pode ter?
Se você vem para estudar, você terá acesso ao Railcard 16-25 – isso vale também para estudantes com mais de 25 anos (como eu).

Como fazer?
Online ou direto em uma estação de trem, na bilheteria. Ao fazer na bilheteria, leve uma foto do mesmo tipo da do passaporte.

Quanto?
O Railcard 16-25 anual custa 30 libras (preço de 2013).

Outras dicas:
  • SEMPRE carregue seu Railcard na carteira – alguns fiscais, ao pedir seu ticket, podem exigir a apresentação do Railcard.


Mais info?

3.       Skyscanner

Na minha opinião, um dos melhores sites para pesquisa de passagens aéreas. Definitivamente, o pior inimigo do estudante...

Como fazer?
Acesse o site do skyscanner e divirta-se.

Outras dicas:
  • Esse site é bom para pesquisas dentro da Europa, ou voos de/para Brasil, mas não é bom para pesquisas de passagens na América do Sul.
  • Uma boa pesquisa é: origem “Londres”, para “Everywhere”, quanto “Whole month”. Aí você consegue visualizar algumas barbadas que nem passaram na tua cabeça...
  • O que é um preço ótimo? Passagem ida e volta por 35 libras ou menos.
Stay tuned - em breve, mais dicas, especialmente sobre telefonia e banda larga...
Cheers!

terça-feira, 9 de julho de 2013

Como encontrar um projeto de pesquisa no exterior

Às vezes, pode ser difícil encontrar um projeto de pesquisa no exterior para encaixar seu doutorado.
Vamos passar aqui algumas sugestões e links quentes!

Os sites aqui não saõ específicos de nenhuma área - se quiserem algo mais específico de engenharia, me avisem.

Alguns sites são mistos de empregos e projetos de pós-graduação.

Se tiverem mais sugestões, por favor, postem nos comentários!

Boa sorte!